MACHEL: Ícone da Primeira República?
de Severino Elias Ngoenha (Ndjira 2009)
Ao longo dos últimos sete anos, tenho vindo a acompanhar os escritos de Severino Ngoenha, indubitavelmente um dos maiores (dos pouquíssimos que temos) filósofos moçambicanos. Não posso deixar de destacar “Por uma dimensão moçambicana de consciência histórica” (Edições Salesianas, 1992); “Filosofia Africana: Das Independências às Liberdades” (Edições Paulistas, 1993); “O Retorno do bom selvagem” (Edições Salesianas, 1994) e “Os Tempos da Filosofia” (Imprensa Universitária, 2004), alguns dos seus livros que tenho constantemente revisitado.
de Severino Elias Ngoenha (Ndjira 2009)
Ao longo dos últimos sete anos, tenho vindo a acompanhar os escritos de Severino Ngoenha, indubitavelmente um dos maiores (dos pouquíssimos que temos) filósofos moçambicanos. Não posso deixar de destacar “Por uma dimensão moçambicana de consciência histórica” (Edições Salesianas, 1992); “Filosofia Africana: Das Independências às Liberdades” (Edições Paulistas, 1993); “O Retorno do bom selvagem” (Edições Salesianas, 1994) e “Os Tempos da Filosofia” (Imprensa Universitária, 2004), alguns dos seus livros que tenho constantemente revisitado.
A escrita de Ngoenha foi sempre madura e nutritiva; marcada por um misto de crítica, quase um pessimismo, e revolta, devido à alienação e inconsciência histórica a que nos sujeitamos. Em MACHEL. Ícone da Primeira República?, Ngoenha brinda-nos com uma escrita simples e suave; orientada para um público mais amplo, sem prejuízo da profundidade das questões levantadas. O estilo de narrativa é inovador, um misto de retórica e dramatização com rasgos de humor e sátira. MACHEL. Ícone da Primeira República? é sem dúvida um marco editorial que fecha muito bem o ano 2009.
A sua leitura é absolutamente obrigatória, principalmente para nós jovens que não testemunhamos os feitos e defeitos de Samora. Sua leitura poderá ajudar a exorcizar concepções enviesadas sobre quem foi Samora, num contexto em que (e fazendo eco ao próprio Ngoenha), “O que falta[va] em volta da figura de Machel é um debate contraditório, dialéctico, que se faça alimentar de hipóteses contraditórias entre si; que ousem pesar minuciosamente a sua acção política, avançar razões e objecções sobre a sua eventual grandeza política, a fim de se poder abstrair uma visão objectiva da sua verdadeira estatura política” (Ngoenha, 2009: 13-14).
Leia aqui no blogue da Sociedade Editorial Ndjira a leitura feita por Filimone Meigos; e aqui a leitura do livro feita por José P. Castiano.
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